Gerenciamento algorítmico do trabalho e racismo no exercício do poder diretivo do empregador
DOI:
https://doi.org/10.61541/6jc1mh71Palavras-chave:
gestão algorítmica; racismo; subordinação; uberizaçãoResumo
O objeto estudado no presente artigo é o modo como as práticas racistas subsistem no gerenciamento algorítmico do trabalho, sendo esse um problema identificável não apenas no perfil racial da massa de entregadores e motoristas plataformizados, mas também em procedimentos tecnológicos específicos, como é o caso do reconhecimento facial. Apoiando-se em elaborações teóricas e em dados levantados por estudos específicos, o artigo demonstra que o poder diretivo do empregador, ainda que repaginado pela uberização e pelo gerenciamento algorítmico do trabalho que a caracteriza, segue sendo permeável às contradições inerentes ao mercado de trabalho brasileiro, sobretudo à violência racista. O gerenciamento algorítmico do trabalho intensifica a exploração e a opressão sobre trabalhadores negros, atuando como um fator que, a um só tempo, reforça a subordinação e mina a eficácia de direitos básicos.
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