Impactos do mercado na criminalização feminina
gênero e classe
DOI:
https://doi.org/10.61541/mvvb7q25Keywords:
gênero, cor e classe, etiquetamento social, globalizaçãoAbstract
O artigo em tela, justificado pela análise interdisciplinar das circunstâncias que conduzem ao aprisionamento em massa de mulheres negras que cresce de forma exponencial, debruça-se em análises datadas do século XX, de autoria de Harry Braverman em suas pesquisas sobre degradação do trabalho levada a efeito pelo sistema capitalista de produção, contextualizadas, localmente, por Cecília Toledo, em seu trabalho de gênero e classe, a abordar a interseccionalidade da mulher negra enquanto duplo vetor de sofrimento de opressão. As reflexões partem de lente crítica e avança nos dados oficiais federais, com origem no Departamento Penitenciário e no Conselho Nacional de Justiça. A metodologia empregada é empírico-qualitativa, porque examina dados oficiais, primários e secundários, que tratam do aprisionamento da mulher negra. Concluiu-se que, longe de ser um fenômeno restrito aos séculos passados, o aprisionamento destas mulheres permanece real, a mudar apenas o fundamento legal, porém perpetuada por mecanismos estruturais e institucionais que reforçam as desigualdades raciais e de gênero.
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Os dados que sustentam as análises deste artigo foram obtidos a partir de fontes de acesso público e bases de dados oficiais do governo brasileiro, incluindo o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Referências bibliográficas de autores como Harry Braverman , Cecília Toledo e Angela Davis estão devidamente citadas ao longo do texto e listadas nas referências finais . Por se tratar de uma pesquisa baseada em dados de domínio público e revisão de literatura, não foram gerados conjuntos de dados originais para depósito em repositórios externos, estando todas as informações necessárias para a compreensão dos resultados contidas no próprio corpo do manuscrito.
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