A limitação do dano extrapatrimonial e a tutela do direito fundamental à saúde do trabalhador

tensões entre a reforma trabalhista e o sistema interamericano de direitos humanos

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.61541/rq8kvk62

Schlagwörter:

dano extrapatrimonial; reforma trabalhista; saúde do trabalhador; meio ambiente do trabalho; reparação integral; controle de convencionalidade; sistema interamericano de direitos humanos

Abstract

O artigo analisa a tarifação do dano extrapatrimonial introduzida pela Lei nº 13.467/2017, sob a perspectiva da tutela do direito fundamental à saúde do trabalhador e sua compatibilidade com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Parte-se da premissa de que a tarifação prevista no art. 223-G, §1º, da CLT, ao vincular o valor da indenização ao salário da vítima e estabelecer parâmetros indenizatórios, compromete o princípio da reparação integral e a centralidade da dignidade da pessoa humana. O estudo desenvolve abordagem qualitativa, com método dedutivo, examinando o arcabouço constitucional brasileiro, a legislação infraconstitucional e a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, particularmente o caso Empregados da Fábrica de Fogos de Santo Antônio de Jesus vs. Brasil. Demonstra-se que o Sistema Interamericano adota um modelo de responsabilidade orientado pela restitutio in integrum, compreendendo medidas compensatórias, preventivas e pedagógicas, incompatíveis com limitações abstratas à indenização. Evidencia-se, ainda, que a tarifação pode gerar efeitos discriminatórios ao adotar critério econômico desvinculado da extensão do dano, além de enfraquecer a função preventiva e pedagógica da responsabilidade civil. Conclui-se que o tabelamento indenizatório revela-se materialmente inconvencional, impondo a necessidade de controle de convencionalidade pelo Poder Judiciário, com vistas à harmonização do direito interno com os parâmetros internacionais de proteção à dignidade e à saúde do trabalhador.

Autor/innen-Biografien

  • Thaise Reinert, Bundesuniversität von Sergipe

    Masterstudentin im Bereich der Konstitutionalisierung des Rechts an der Bundesuniversität von Sergipe (UFS). Postgraduiertenabschluss in Arbeitsrecht und Arbeitsprozessrecht von der Anhanguera-Uniderp (2013). Abschluss in Rechtswissenschaften am Universitätszentrum Estácio de Sergipe (2021). Beamtin am 9. Arbeitsgericht von Aracaju.

  • Flávia Moreira Guimarães Pessoa, Bundesuniversität von Sergipe

    Arbeitsrichterin (Vorsitzende) am 9. Arbeitsgericht von Aracaju, derzeit abgeordnet an die Nationale Schule zur Aus- und Fortbildung der Arbeitsrichter (ENAMAT). Professorin in den Master- und Promotionsprogrammen im Fach Recht an der Universität Tiradentes sowie ordentliche Professorin an der Bundesuniversität von Sergipe. Promotion im Öffentlichen Recht an der Bundesuniversität von Bahia (2008), Promotion im Recht am Brasilianischen Institut für Lehre, Entwicklung und Forschung (IDP) (2022) sowie Postdoktorat im Arbeitsrecht an der Bundesuniversität von Bahia (2016). Masterabschluss in Recht, Staat und Bürgerschaft an der Gama-Filho-Universität (2003) sowie Masterabschluss in Konstitutionalisierung des Rechts an der Bundesuniversität von Sergipe (2021). Derzeit Postdoktorandin im Recht an der Universität Brasília, wo sie Mitglied der Forschungsgruppe Arbeit, Verfassung und Bürgerschaft ist.

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Veröffentlicht

2026-09-22

Erklärung zur Datenverfügbarkeit

Este estudo possui natureza teórica e qualitativa, fundamentado em análise bibliográfica, legislativa e jurisprudencial, não envolvendo a produção, coleta ou tratamento de dados empíricos. Assim, não há conjunto de dados a ser disponibilizado.

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A limitação do dano extrapatrimonial e a tutela do direito fundamental à saúde do trabalhador: tensões entre a reforma trabalhista e o sistema interamericano de direitos humanos. (2026). Revista De Direito - Trabalho, Sociedade E Cidadania, 20(20), e202026103. https://doi.org/10.61541/rq8kvk62

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